Casório mais que abençoado!

Carmelitas na clausura abençoam a noiva antes do casamento (Fotos: arquivo pessoal)

Minutos antes de subir ao altar, María Teresa González parou no convento das carmelitas descalças, onde as freiras que vivem na clausura a aguardavam ansiosas para vê-la vestida de noiva e entregar os seus presentes: o buquê da noiva e um escapulário, símbolo de Nossa Senhora do Carmo, venerada pelas carmelitas.
Emocionada, a noiva também recebeu a benção das religiosas, que a conhecem desde pequenininha e, inclusive, rezaram para que ela arrumasse um bom marido, já que para freira a menina não tinha vocação.

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O escapulário, um dos símbolos de Nossa Senhora do Carmo, em volta do buquê, foi confeccionado pelas monjas a pedido da noiva

Quando tinha seis anos de idade, a família de María Teresa se mudou para uma casa vizinha do convento, na cidade de Barquisimeto, na Venezuela. Desde então, ela e seus pais passaram a assistir as missas de domingo e dias festivos na capela do convento.

“Nós estávamos em constante comunicação. Se necessitávamos algo, nós as chamávamos; se elas precisavam de um favor, minha família e eu sempre estávamos dispostas a ajudá-las. Elas são doces e me conhecem muito bem, sempre estavam sorrindo e dispostas a escutar e a conversar”, contou Maria Teresa por e-mail ao “Casar, descasar, recasar”.
As freiras viviam brincando, dizendo que queriam que ela se tornasse monja. “Nunca me fechei para essa possibilidade, mas, percebendo que não era minha vocação, elas disseram que rezariam para que aparecesse um bom homem na minha vida”, disse Maria Teresa, que é jornalista e religiosa.

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O casal fofo: a jornalista venezuelana María Teresa Gonzales e o engenheiro Giuseppe Sallusti Acosta

Giuseppe Sallusti Acosta foi a encomenda enviada pelos santos – engenheiro de 26 anos e igualmente católico. Os dois formam uma bela dupla, simpática e animada.
O sonho da “periodista” sempre foi casar na capela do convento, mas o regulamento impede a celebração. “Pensei muitíssimo em como fazer para que me vissem vestida de noiva, porque sabia que para elas era muito importante.” Até ocorrer a ideia de pedir que fizessem o seu buquê, já que costumavam decorar a capela com belos arranjos, e também um escapulário da Virgem do Carmo em torno das flores. As freiras ficaram encantadas com a ideia.

No Dia D, uma surpresa: confeccionaram um escapulário também para o noivo.

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A abençoada noiva e a turma de carmelitas em convento na Venezuela

“Foi muito emotivo, um momento lindo. Eu queria que elas fizessem parte do nosso dia especial e foi o que eu senti. Para mim, uma constatação de que Deus tem sido bom para nós, porque elas são um presente dele. E o mais importante, pude me casar com a benção de cada uma das irmãs.”

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Cena do casamento campeão de bençãos

 

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