Noivas, compartilhem o casório com o noivo

DO SITE DO FOTÓGRAFO GRINGO

Supernoivas! Vamos ser espertas, modernas, arejadas e companheiras dos respectivos parceiros tão amados? A mensagem é: compartilhe o casamento com o seu noivo. Parece papo de esquizofrênico, mas a realidade é mesmo assim: bem esquizofrênica.

O casamento se dá entre duas pessoas, mas só uma se envolve com as dores e as alegrias dos preparativos da cerimônia, da festa e, às vezes, até da lua de mel. Bem comparando, é como se os preâmbulos sexuais fossem usufruídos só por um dos parceiros. Enquanto ela, esparramada na cama, se acaricia, cria fantasias, enfim dá aquela esquentada para consumar o ato, ele aguarda na sala ao lado lendo o jornal.

O homem tem 50% de participação numa união conjugal, mas o que lhe cabe nessa história é se aboletar no altar à espera da noiva no dia D – de preferência, com o terno escolhido por ela.

O tradicional padrão que coloca o homem de escanteio durante a construção do grande dia uma hora vai dar xabu.

Esse modelo arcaico deriva da crença de que casamento é coisa de mulher. Hoje isso perdeu o sentido. Direitos e obrigações são compartilhados. Homem educa e cuida de filhos; mulher se envolve com finanças do casal, e por aí vai, o que era tradicionalmente de um vira dos dois ou como ambos decidirem.

Conversando sobre o assunto com minha psicanalista, musa, mestre e sábia mentora, ela contou a remodelada genial que deu no modelão clássico da disposição de noivos e respectivos pais na igreja no casório do seu primeiro filho. E a invenção fez tanto sucesso que foi seguida pelos outros filhos.

Afinal, por que raios o pai da noiva entra triunfante sobre o red carpet, e o pai do noivo resta desde o início como coadjuvante imóvel no altar? Aliás, ele e também as duas madres e ainda o mais interessado no acontecimento, o noivo.

No casamento do primeiro filho, ela lançou uma proposta atualizada e altamente inspiradora para os futuros noivos. Depois de aprovada com louvor pelos envolvidos (seu filho, seu marido, sua nora e os consogros), a cerimônia ganhou um roteiro mais equânime, dando a todos uma participação especial e, claro, garantindo a entrada triunfal da noiva. Assim:

Primeiro entrou a mãe da noiva com o pai do noivo. Depois, o noivo com a mãe dele. E, por fim, o momento glorioso: a noiva com o seu pai.

Esse é um formato que qualquer casal pode seguir, a Igreja não interfere na direção da cena. Já o poderoso mercado de casamento, que movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano, reforça e muito a alienação do noivo, que tem zero de espaço para opinar, decidir, se envolver. É um universo voltado para realizar o sonho das noivas e só fala com elas. Nessa seara, porém, as mulheres podem se mexer para inserir seus amados parceiros nessa fase tão boa do antes da festa. Afinal, quem disse que homem não sonha?

Logo mais entrevisto um noivo, Eduardo Teruszkin, que se rebelou contra esse “sistema machista, que deixa o homem acuado para se envolver com o pré-casamento”, e lançou há um ano blog Noivoterapia, em defesa do direito de o noivo usufruir desse momento.

Do Instagram do Noivoterapia, com autorização dele

Casamento do blogueiro Eduardo com Marina Teruszkin, no mês passado (Foto: Instagram)

Agora ele virou marido e conta a emoção do casamento planejado a dois. Menos o terno! Como a noiva, que esconde o vestido, ele também só mostrou seu look a ela na cerimônia!

 

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